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 A morte uma hora...

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avatarArbhan Lockwin Victorius
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MensagemAssunto: A morte uma hora...   Qui Jan 21, 2016 3:52 pm

The Lord of... Death Legion!!


I never go to sleep. But I keep waking up.


A imortalidade é um manjar em certos momentos, mas é uma cruz a se carregar em outros. Embora durante minhas missões seja bem útil, na vida é péssimo. Recordar-se de seus fracassos, das pessoas queridas que deixou morrer, por ser incapaz de proteger. Viver por toda a eternidade é o desejo de muitos, mas tenho pena dos deuses que devem viver e lembrarem-se de tudo de ruim que fizeram, dos erros que cometeram. Eu me questiono todos os dias o motivo de ter sido tolo de afrontar o deus dos deuses em sua própria casa. Em minha mente, eu não perderia para aquele que ocupa o maior dos tronos, mas no fim, pereci e a maldição foi severa, a pior que eu poderia ter: relembrar infinitamente os fracassos que tive durante toda a minha vida.

Mas é natural. Sou filho da morte e a morte sou eu. Por onde eu passava, as plantas morriam, a vida perecia, e a dor se tornava cada vez mais forte em todas as pessoas. A aura da desilusão, o rubor dos rostos e os roxos dos machucados se tornavam ainda mais visíveis, eram os efeitos de ser a morte. O caos, a dor, a destruição estavam em sua existência e era sua essência. O sobretudo negro que estavam em seu corpo ocultava a espada embanhada e as armas engatilhadas em sua cintura. Os cabelos voando contra o vento demonstravam a irritação de Éolo contra aquele banido, martírio dos deuses. Seu riso se tornava inafagável, minha visão não podia ser melhor. Com o estalar dos dedos, sombras irradiavam de si e ocupavam o céu, nada mais do que uma irritação contra Apolo, que logo fora desfeita por si próprio.

Ouviu dizer que havia uma guerra entre as divindades olimpianas. Que trama interessante. Mas é como dizem... Não importa a era, sempre existirá guerra. E essa era não seria diferente. Proles de Zeus, Poseidon e Hades eram encontradas aos montes, era incrível como de uns tempos para cá, as divindades resolveram se divertir. Mas diversão não estava nos meus planos. O sorriso maldito foi se expandido até se tornar plenamente insano. O anel em seu dedo começou a resplandecer, sua existência, por causa de sua manipulação com a névoa, começava a sumir. Enfim, a morte estava ali e não podia ser vista.

A foice se expandiu e matava sem dó, nem piedade, os pobres coitados humanos mortais que encontrava. Esperava "encontrar" algum conhecido por ali. Sorriu, estava ansioso.

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MensagemAssunto: Re: A morte uma hora...   Qui Jan 21, 2016 6:53 pm



Passeio no Central Park


"Não saia do acampamento." Eles diziam. "É perigoso demais." Eles insistiam. A verdade era que escutava essa frase desde que havia chegado ao meio sangue, a cerca de três anos atrás e sabia que existia parte da verdade, mas já tinha começado a treinar, não é mesmo?! Então, no chalé de Hermes, colocava a pequena adaga debaixo da camiseta laranja que pendia até os joelhos, presa nos shorts e fitei em volta esticando o pescoço em busca de algum olhar sobre mim. Estava decidida e, depois de tomar uma meta, dificilmente alguém conseguia me tirá-la da cabeça.

O fato de ninguém estar prestando atenção especificamente em mim fez com que um sorriso começasse a brotar em meus lábios e, após recolher algumas dracmas que juntava nos trabalhos do acampamento, ajeitei os cabelos para trás com as costas da mão, deixando que os fios negros como o breu caíssem sobre as costas, tão lisos que as contornavam com exatidão. Não era uma criança boba que não sabia se defender sozinha e estava disposta a, já que Quíron não deixava que eu me testasse no mundo mortal, ir por mim mesma. Ordens nunca foram meu ponto forte.

[...]


Em questão de minutos e o taxi da danação parou rente à calçada que contornava o Central Park, fazendo com que meu estômago desse acrobacias dentro de minha barriga. Pagando as três irmãs doidas, sai do veículo antes que sujasse o assento ao chamar o Hugo e, pousando a mão sobre a barriga, estreitei os olhos de um azul que exalava eletricidade, varrendo o local em busca de algum monstro para finalmente saber o quanto meus treinamentos estavam surtindo efeitos. Ou até mesmo saber se o mundo mortal era tão... mortal para semideuses assim.

Caminhando de forma distraída, aos poucos ganhava mais e mais confiança fitando em volta com os lábios avermelhados repuxados em um bico lateral, observando as outras crianças de minha idade brincando. O queixo erguido demonstrava a segurança de que nada de mal aconteceria naquele momento, mesmo que estivesse pronta para sacar a adaga em qualquer instante.


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avatarArbhan Lockwin Victorius
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MensagemAssunto: Re: A morte uma hora...   Qui Jan 21, 2016 7:12 pm

The Lord of... Death Legion!!


I never go to sleep. But I keep waking up.


 Minha habilidade de premonição logo me alertou, sem eu nem mesmo perceber. Os passos firmes que perto de si ribombavam não eram de um apenas mortal e muito menos de um mero semideus. Meus olhos foram estreitados e semicerrados de forma forte, tamanho era o ódio que eu sentia daquela imensa energia. Ainda invisível, até mesmo aos olhos semi-divinos, meus passos foram ao encontro daquela criança. Os mortos tornaram o chão vermelho, por causa de seu sangue, mas é claro... A Névoa natural iria arrumar uma "desculpa" para aquilo. Meu corpo se desfez numa nuvem negra e voei até ficar sobre a cabeça da criança e, enfim, pousar em sua frente. Manipulei a Névoa para que ela, e apenas ela, pudesse me ver. O sobretudo negro imediatamente foi substituído pela armadura de Ferro Estígio, um ferro extremamente negro.

Meus olhos se fecharam por um momento, afinal, naturalmente a criança deve ter se abismado com minha aparição repentina; me concentrei ao máximo e o futuro me disse quem ela era, de quem é filha, o que faria e qual seria o seu legado. Também me foi revelado que ela ainda não havia sido reclamada. Típico de Zeus.

- Valentina Cielo. - A voz grossa demonstrava sabedoria, graças à sua longa vivência. - Por hora, indefinida, mas guardiã de uma grande energia. - Suspirou pesadamente - O que quer aqui, prole de um divino? - A capa, contra o vento, voava, enquanto seus olhos analisavam aquela garota profundamente.

bichaelson

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MensagemAssunto: Re: A morte uma hora...   Qui Jan 21, 2016 7:32 pm



Passeio no Central Park


Tão logo um sorriso se brotou em meu rosto, ele se desfez com incrível facilidade, fazendo com que meus instintos tentassem me obrigar a dar um pulo para trás, mas não. Nunca faria o tipo que fugia de nada. Imediatamente, assim que a figura pousou adiante de mim, parei as passadas, levando uma mão sorrateira envolvendo o cabo da adaga em minhas costas, mas sem empunhá-la. Uma medida de cuidado para caso fosse necessário sacar a arma. Franzindo o rosto em uma careta, elevei o queixo em uma tentativa de me impor e não revelar medo algum.

— Como sabe meu nome?

Perguntei de forma marrenta com as sobrancelhas se unindo com tanta força que pareciam se unir em uma só, mas mantinha os olhos claros fixos no "Pai do Luke" de armadura. Não demonstrava hesitação em nem mesmo um instante, por mais que estivesse apavorada por dentro. O queixo erguido, os olhos soltando faíscas, o nariz sardento enrugado, tudo deixava claro que se ele me atacasse, poderia morrer, mas morreria lutando.


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avatarArbhan Lockwin Victorius
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MensagemAssunto: Re: A morte uma hora...   Sex Jan 22, 2016 2:36 pm

The Lord of... Death Legion!!


I never go to sleep. But I keep waking up.


 Observei-a atentamente. Essa criança era petulante, extremamente petulante, igual ao pai. Fitei-a com um olhar firme e, enfim, relevei. Eu não deveria matar essa pobre criança e não apenas por ela ser filha do deus que me amaldiçoou, mas porque, infelizmente, o futuro dela será importante e útil para mim. Sorri, convidativo. Uma máscara amigável, esculpida durante séculos. Passei a mão pelo meu elmo e ele se desfez em fumaça, revelando minha cabeça. Cabelos loiros, olhos azuis e pele caucasiana. A foice, outrora em minha mão, desapareceu em fumaça e imediatamente, um anel apareceu em meu dedo anelar.

- Eu é quem faço as perguntas aqui, criança. Mas haverei de lhe responder... Meu nome é Arbhan, sou o primeiro filho de Thanátos e como filho da morte, é dever saber e conhecer cada um, que um dia haverá de perecer. - Afastei-me dela, a capa negra da armadura, por onde passava, destruída, causando morte. - Agora me responda, prole de um divino, o que faz fora do Acampamento? - Suspira, quase rindo. - E não precisa se preocupar comigo, mesmo se você tentasse e conseguisse me acertar... - Suspirou, com desdém, tirando uma adaga de bronze da bainha e perfurando o próprio peito. - Não conseguiria me matar. - Finalizou, limpando o sangue da adaga na capa e guardando-a novamente.

Mantive-me observando-a. Valeria a pena depender dela para concluir meu desejo? Sim, sim. Será ela quem me levará de volta ao Acampamento e, enfim, terei a oportunidade perfeita. Não, não iria matar ninguém... Afinal, já existe uma guerra no ar. Apenas Quíron, será posto entre a cruz e a espada para realizar um desejo meu: que eu e minha Legião possamos voltar.

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MensagemAssunto: Re: A morte uma hora...   Sex Jan 22, 2016 2:49 pm



Passeio no Central Park


Retorcendo um rosto em uma careta desconfiada ao receber a primeira resposta dele, ainda me recusava a largar o cabo da adaga em minhas costas o encarando em silêncio, conforme ouvia palavra por palavra proferida. Os olhos estreitos por de trás das pestanas escuras e densas não se desviavam dele nem mesmo por um segundo, analisando-o, como se procurasse qualquer sinal que demonstrasse se ele era confiável ou não. Com a visão periférica, observava o poder dele sobre todas as coisas vivas, mas tentava não deixar nada visível no olhar, porém, por justiça, assim que ele fez com que a foice dele desaparecesse, larguei o cabo da adaga em silêncio. Ponderei por alguns instantes antes de finalmente responder a pergunta dele, elevando uma das sobrancelhas.

— Vim visitar o mundo mortal e testar se o que treinei no acampamento já é o suficiente para sair dele sem...

Fiz uma breve pausa, como se repudiasse a palavra a ser dita a seguir. E o fazia. Detestava me sentir incapaz, precisando de um dos mais velhos para tomar conta de mim como se não conseguisse fazer nada sozinha. Uma inválida era como me sentia. Desviando o olhar momentaneamente, voltei subitamente a focar nele minha atenção.

— Sem que eu precisasse de acompanhantes.


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MensagemAssunto: Re: A morte uma hora...   Sex Jan 22, 2016 3:14 pm

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Meu riso tornou-se real. Deveras, faziam-se tempos que uma criança não me divertia assim, geralmente eu matava de primeira. Me concentrei um pouco e finalmente compreendi. Ri alto, dessa vez. Eu por acaso tinha cara de monstro? Assim essa garotinha me ofendia. Voltei a andar na direção dela, mantinha-me fitando-a agora. Meus olhos semicerrados demonstravam curiosidade e alguns outros sentimentos. Alegria, talvez? Pela primeira vez em séculos um semideus que me via, não tentava me matar.

- O Acampamento não dá mais aula de História? - Suspiro. - Eu não sou um monstro, sou um semi-deus, como você. - Disse, retirando a armadura e vestindo seu sobretudo negro. Sentia-se mais leve. - Bem, que tal irmos para o acampamento? Podemos solicitar uma missão juntos. - Disse, com segundas intenções: entrar no lugar onde outrora fora banido.

Mantinha-me com o riso soturno e o semblante natural, visava ao máximo transparecer igualdade para com ela, mesmo sabendo da diferença gigantesca entre nós, em vários aspectos. Vários não... Todos.

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MensagemAssunto: Re: A morte uma hora...   Sex Jan 22, 2016 3:22 pm



Passeio no Central Park


Confiar nele ou não confiar, eis a questão. Se ele era um semideus como eu e eu não deveria estar ali fora, o que ele estava fazendo ali? O olhar ainda permanecia com um pé atrás para confiar completamente, mas se ele havia dito que não responderia minhas perguntas, não seria com interrogatórios que eu conseguiria respostas. Subitamente, quase de forma bipolar, minha expressão então mudou tentando não demonstrar que estava decidida a mudar minha abordagem. Um sorriso se formou ao repuxar as bochechas sardentas deixando à mostra os dois buracos onde os dentes dianteiros superiores começavam a nascer novamente e suavizei a expressão facial.

— Tudo bem, eu te levo para o acampamento. Mas, pra viagem não ficar tediosa... E crianças se entediam com uma facilidade que ficaria surpreso... Por que não conversamos durante o caminho?

Perguntei, estendendo a mão para ele.


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MensagemAssunto: Re: A morte uma hora...   Sex Jan 22, 2016 6:09 pm

The Lord of... Death Legion!!


I never go to sleep. But I keep waking up.


Dessa vez eu ri abertamente. Finalmente um convite para adentrar às barreiras do Acampamento. O futuro me contara que ela queria saber demais, e, para evitar isso, nada falei durante a viagem, na verdade, nem ela. Usei a Névoa para iludi-la e fazê-la pensar que nada queria saber sobre mim. Naturalmente, foi funcional e nenhuma pergunta foi feita.

Ambos, saíram dali em direção ao Acampamento Meio-Sangue.

bichaelson

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